Neste Blog fala-se de pessoas, emoções, situações. Neste Blog coloco ideias, as minhas ideias, as ideias de outros, por simplesmente me interessar por elas. Neste Blog há letras, palavras, frases, textos e principalmente liberdade de pensamento.
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publicado por viajante só, em 05.09.09 às 01:42link do post | adicionar aos favoritos

       Pois voltei, com mais um post, mais uma opiniãozinha sobre o nosso dia-a-dia neste surpreendente país, com tanto para observar e reflectir. Após uns diazinhos na santa terrinha, onde o espírito tuga mais profundo e genuíno impera, vou falar um bocadinho sobre uma das coisas que mais me irrita e me cria “bernicoques” e comichões desde os pés à ponta dos cabelos. O tema é: “Meias Brancas”, pois é, as lindas e radiantes meias brancas, que o tuga, mas sobretudo o estrangeiro que vem visitar o nosso país, tanto gosta de trazer nos seus pezinhos.

       Não sei se é um problema apenas meu, mas elas são aterrorizantes para a minha vista, principalmente quando acompanham uma calça de fato mais escura, mas muito pior se vêem cuidadosamente calçadas num manequim de calções e por baixo da boa da sandália ou do chinelo! Por favor, já pensei em formar um grupo de luta contra a meia branca.

       Depois, para meu desgosto, estas são de todos os géneros e para todos os tipos de pessoas e as melhores, são evidentemente as das raquetes que os nossos parentes mais afastados insistem em nos oferecer na época natalícia. Mais valia, ficarem quietinhos e darem-nos apenas uma beijoca molhada e não ajudarem a espalhar esta praga. Sim, para mim, a meia branca é uma pandemia.

       Já alguma vez vos aconteceu, olharem para alguém extremamente bem vestido, pessoa distinta e bonita à primeira vista, e de repente baixa-se para apanhar alguma coisa que caiu e… não, não, não, desilusão, terror… eis que espreita por baixo da calça, a abominável meia branca! A única desculpa plausível que tenho para o seu uso é a prática de desporto, neste caso até passam despercebidas, mesmo assim para mim eram abolidas. Já pensei, será que a meia branca está mais barata? Mas rapidamente constatei que não, então porquê compra-las? Será que ninguém vê da mesma forma que eu? Será que ninguém vê que são horrorosas?

       Bem, mas o maior trauma que apanhei com meias brancas foi este ano, mais uma vez na praia (reconheço que as praias portuguesas são muito inspiradoras e dos melhores sítios para a observação de espécimes raros da nossa sociedade). Estava eu todo contentinho da vida, a receber belos banhos de sol e por incrível que pareça sem ninguém em cima de mim. Eis que surge um casalinho dos seus cinquentas, sessentas anos, a aproximar-se cada vez mais de mim. Logo pensei, mal que não seja, com uma área de areal relativamente boa à minha volta, vêem precisamente para cima de mim, pois bem, mais uma vez, a profecia realizou-se e o casalinho decide ficar a menos de um metro da minha pessoa.

       Para alguém como eu, isto é bem tolerável, mas o problema veio quando os meus olhos resvalaram para os pés do senhor, e lá estavam umas belas meias brancas por baixo da sandália e o calção de banho. Pior que isto foi olhar para aquelas meias, já sem elástico e que já nem se seguravam na perna do senhor, e ver, para meu terror, que para além de tudo isto, estas tinham 1001 buracos, se me permitem, só tenho a dizer “porra pá, já não há respeito por ninguém!”. Respirei fundo e tentei não olhar mais, mas para meu azar o senhor estava a bem dizer, a engatar a senhora e ela o mesmo, e no meio de toda a conversa de engate adolescente em pessoas de sessenta anos, tive que me mudar de sitio, pois estava a começar a ficar nauseado, e vejam que isso em mim não é fácil de suceder!

       E assim, vos brindo com mais uma das minhas ideias, talvez malucas, mas sempre minhas, digam-me agora se não era uma ideia de génio, voltarmos a acender fogueiras, mas desta vez não para as bruxas, nem muito menos para os livros, mas para as meias brancas? Ok, não posso entrar dentro da liberdade individual, mas já ouvi dizer que a liberdade de alguém acaba quando interfere com a dos outros e as meias brancas, realmente interferem com a minha pessoa, de forma negativa. 

 

 

sinto-me: Barbudo, eheh
música: Coldplay

Mano a 4 de Outubro de 2009 às 21:29
Gostei desta critica!
Faz ai uma com a tua ideologia em relação ao graffiti... Vá quero vêr isso; revoltado!

Um ABRAÇO DO TEU MANINHO!

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